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O Auge do Outdoor

Murais de Diego Rivera

Recentemente, eu conheci um blog que fala de cultura mexicana, e nele havia um artigo muito interessante sobre a pintora mexicana Frida Kahlo (eu deixei o link do blog ao final deste post).

Lembrei-me de Diego Rivera, o marido (por duas vezes) e companheiro de vida e de trabalho de Frida Kahlo. Por quê? Ora, porque Diega Rivera foi um dos grandes muralistas do México, seus murais eram perfeitos e, já que o tema do meu blog é Outdoor, por que não falar de murais? É claro que um é mais voltado para anúncios, enquanto o outro retrata a arte. 
Mas eu também sou fã de Arte, então queria falar um pouco sobre os murais de Diego.Diego Rivera morou 14 anos na Europa, onde conheceu Pablo Picasso, Salvador Dalí, Juan Miró (todos pintores espanhóis) e o arquiteto catalão Antoni Gaudí. A obra do mexicano foi profundamente influenciada por estes artistas. 
Diego também achava burguesa a pintura de cavalete, pois na maior parte dos casos as telas ficavam confinadas em coleções particulares. Por conta disso, ele realizou gigantescos murais que contavam a história política e social do México:

Um dos murais de Diego causou muita polêmica no México. O mural “sonho de uma tarde dominical na Alameda Central” retratava o escritor e poeta mexicano Ignacio Ramirez segurando um cartaz que dizia: “Deus não existe” – é bom ressaltar que Ignacio Ramirez (1818-1879), assim como Diego Rivera, era um ateu convicto.O trabalho causou indignação, mas Diego recusou-se a retirar a inscrição. 
A pintura não foi exposta por 9 anos, até que Diego concordou em retirar a inscrição. Ele declarou que não precisava se esconder atrás de Don Ignacio Ramirez para afirmar que Deus não existe. “Eu sou ateu e considero as religiões uma forma de neurose coletiva.”

O artista mexicano nunca escondeu suas convicções políticas, bem voltadas para a esquerda. Apesar disso, em 1930 ele foi morar nos Estados Unidos, onde permaneceu por 4 anos e pintou vários murais, entre eles um no Rockfeller Center, em Nova York.
Diego Rivera nasceu a 8 de dezembro de 1886 em Guanajuato, e faleceu a 24 de novembro de 1957, aos 70 anos, na Cidade do México (capital do México).

Clique aqui para conhecer o blog Green Space Burrito.

Os inícios...

A história do outdoor no Brasil começa em 1929, quando a primeira empresa exibidora de outdoor, a Publix, se instalou em São Paulo. Na época, os outdoors eram pequenos, recortados de forma oval e afixados em postes.

Outras empresas foram surgindo, cada uma fazia o trabalho a seu modo. Não se falava em chapas galvanizadas, muito menos em plásticos e acrílicos. Era tudo artesanal. Os anúncios eram pintados a mão, o que propiciou o desenvolvimento de toda uma escola de letristas e ilustradores.

Posteriormente, surgiram os quadros de duas e até quatro folhas, impressos em gráficas que começavam a se especializar em cartazes. O público também começava a se acostumar.

Em seguida, veio a impressão em oito folhas, o que gerou um grande impulso para este tipo de mídia. Muitas empresas começaram a voltar sua atenção para o outdoor, e alguns produtos foram lançados exclusivamente via outdoor.

Os desenhos ainda eram feitos a mão, diretamente na chapa de impressão, cor por cor, chapa por chapa. Tampouco havia uma padronização de tamanho. Os outdoors eram tanto horizontais quanto verticais... Ou seja, uma bagunça total, rs.

Em meados da década de 1960, no entanto, padronizou-se o cartaz de 32 folhas. Nessa mesma época, no entanto, nasceu a gigantografia, que dispensou os letristas e ilustradores e integrou os anúncios de outdoors com os de jornais e revistas. Isto facilitou muito a campanha publicitária como um todo. Esse novo sistema se firmou por volta de 1967, e provocou um boom no mercado de outdoors.

Este novo mercado precisou de regulamentação. Para isso, o setor se reuniu em uma associação chamada Central de Outdoor, criada em 1977.

Desde então, o mercado de outdoor cresceu e, hoje, é uma mídia bastante conhecida do público. Afinal de contas, ela não passa despercebida. 

Outdoors criativos

Um outdoor pode passar batido por muitas pessoas quando está mal posicionado ou quando contém uma propaganda comum. Este tipo de outdoor, infelizmente, é o que mais vemos por aí, o que mais estamos habituados.

Outdoors criativos são raros e, no entanto, são eles a razão de eu gostar tanto dessa mídia.

Hoje, eu vou mostrar para vocês alguns exemplos de outdoors criativos. Eu encontrei essas imagens nesse site aqui, e achei incríveis! Vocês perceberão que, muitas vezes, os outdoors criativos lançam mão de elementos fora dele.

Os outdoors criativos conversam com o local onde estão instalados. Podem servir-se de elementos extras, feitos com diferentes materiais e que literalmente “saem” do outdoor para interagir com o ambiente que está cercando o outdoor em questão.

Veja nos exemplos abaixo:

Como vocês podem ver, todos esses outdoors lançam mão de elementos extras, e, nesse ponto, a criatividade pode rolar soltar – incrível, né?

No entanto, os “elementos extras” não são indispensáveis para o sucesso de um outdoor. Aqui abaixo, vou colocar outras imagens de outdoors cujas empresas usaram apenas o painel, isto é, o próprio espaço da mídia, para fazer seus trabalhos.

Mesmo no espaço de 9 metros de largura por 3 metros de altura, a criatividade pode rolar solta. E, vamos combinar, um outdoor bem-feito chama muito a atenção e, consequentemente, pode trazer muito retorno para a empresa.

Basta ser criativo.

Por que eu gosto de outdoors

É inegável o impacto que o outdoor causa na população de uma maneira geral. Este formato de mídia tem muitas vantagens em relação às outras. Os principais pontos a serem destacados são a facilidade de leitura e absorção do conteúdo por parte do público. A simplicidade de memorização da mensagem é outra característica importante desse meio.

Além disso, é possível disponibilizar campanhas apenas em momentos oportunos. A abrangência pode ser local, regional ou nacional. Grandes empresas não abrem mão de expor suas novidades em placas cada vez mais coloridas e com recursos que possibilitam mensagens criativas e marcantes, como no caso da técnica dos apliques.

Um outdoor convencional tem 9 metros de largura por 3 metros de altura. A arte do outdoor deve ser feita sempre respeitando essa escala de 3:1.

Em geral, os outdoors são colocados em áreas de grande circulação de veículos ou pessoas. Estradas, por exemplo, são um ótimo lugar para eles. Por conta disso, a abrangência dos outdoors é grande, pois eles atingem um amplo segmento da população.

Sua leitura rápida e objetiva, auxiliada pelas cores e imagens, faz com que a mensagem chegue rapidamente ao ponto. É por isso que eu gosto tanto de outdoors!

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